- Isso está correto? – o praticante perguntou após realizar um chute que tinha acabado de aprender.
- Melhorou? - insistia - Estou achando que alguma coisa está errada...
Em determinados momentos, a insegurança toma conta de nossa mente. Seriam quando estamos fazendo coisas novas ou nas horas das atividades que já conhecemos bem?
- Conviva um pouco com a nova situação e espere um pouco para se familiarizar com a novidade. Treine mais com o corpo e a mente – deixe a língua um pouco de lado, ela não faz parte do esforço necessário ao exercício.
Nos defendemos constantemente de várias circunstâncias que podem afetar nosso bem estar. Nosso instinto de sobrevivência nos leva a atitudes incompatíveis com várias circunstâncias – menores ou maiores do que a verdadeiramente necessária. Essa atitude vem de nós mesmos e torna-se um dos desafios no caminho da arte marcial.
“Sem harmonia no exército, não pode haver formação de batalha”
A Arte da Guerra, Sun Tzu
Lutamos internamente contra nossa insegurança. Enquanto existir um equilíbrio saudável entre dúvida e realização, tudo está bem. Quando o nosso “eu-inimigo” vence e atrapalha a evolução, perdemos para nós mesmos.
(as artes servem para isso: um ambiente criativo, onde descobrimos e ampliamos nossos potenciais ocultos e praticamos uma guerra simulada. Saímos desses lugares com a sensação imediata de termos ampliado nossas habilidades necessárias para o bom combate)
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